Você sabia que a criança inicia a aprendizagem pela boca? É por esse motivo que tudo o que pega vai direto à boca. Não importa quanto a repreenda, ela continuará com a experimentação. Com esse comportamento, ela objetiva sentir e explorar a textura, a forma e o gosto do mundo que a cerca.
Quando menos se espera, um problema surge: a mordida em um coleguinha. É uma situação muito embaraçosa.
O que fazer? Como agir?
Primeiro precisamos compreender os motivos que levam uma criança a morder. Geralmente:
Até os três anos as mordidas podem estar relacionadas a disputa de brinquedos, pois, como a criança ainda não sabe se expressar com clareza o que sente, usa os dentes para conseguir o que quer, assim, facilmente ele se livra de uma situação incomoda.
Quando a criança gosta muito de alguém e não consegue se expressar, pode vir a morder também.
Logo após a primeira mordida, a criança percebe que com esta ação, pode comunicar descontentamento, ou simplesmente consegue atenção dos adultos.
As mordidas podem estar relacionadas a imitação. Muitos adultos gostam de dar mordidinhas na criança, expressando o quanto gostam dela.
Conforme a criança se apropria da linguagem falada, é esperado que a mordida vá ficando de lado. Porém existem algumas medidas que auxiliam a diminuir a incidência dessa situação. Leia-as a seguir:
Ajude a criança a expressar sentimentos que geraram a mordida. Se ela se negar a falar: incentive-a com perguntas, mas não responda por ela.
Quando presenciar a mordida, não faça escândalos nem dê sermões demorados. Será melhor se abaixar na altura da criança e falar firmemente: Isso dói! Não pode.
Pesquisas apontam que não há relação entre crianças que mordem e adultos violentos. Precisamos encarar essa fase como mais uma etapa do desenvolvimento infantil.
Com certeza, as mordidas doem mais na família do que na própria criança que recebeu as marquinhas do dente. É preciso calma para resolver a situação! Compreenda que a criança que morde não o faz porque é má e que, na vivência em grupo, é normal que isso aconteça. Não incentive a agressão e o revide. Oriente a criança a expor verbalmente a insatisfação e a dor que sentiu ao ser mordida.
Você sabia que as mordidas acontecem tão rápido e espontaneamente na sala, que o professor, muitas vezes, não consegue agir a tempo para evitá-las? Isso não significa que ele está desatento. Toda mordida deve ser analisada no contexto em que aconteceu.
Os professores estão sempre disponíveis para ouvir os pais e tirar suas dúvidas. Também estão comprometidos a evitar situações que promovem este comportamento.